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Vaticano: «Humanizar a educação» é o desafio global que o Papa lança à Igreja

Novo documento da Santa Sé dirigido às 215 mil escolas e 1769 universidades católicas no mundo

Cidade do Vaticano, 22 set 2017 (Ecclesia) – O Vaticano divulgou hoje um novo documento, dirigido às 215 mil escolas e 1769 universidades católicas no mundo, em que o Papa Francisco desafia estas instituições a “humanizar a educação” num cenário global.

“É necessário, portanto, humanizar a educação, ou seja, torná-la um processo em que cada pessoa possa desenvolver as próprias atitudes profundas, a própria vocação e assim contribuir para a vocação da própria comunidade”, refere o texto, intitulado ‘Educar para o humanismo solidário’.

O documento da Congregação para a Educação Católica (Santa Sé) evoca os 50 anos da encíclica ‘Populorum Progressio’, do Papa Paulo VI, sobre o “desenvolvimento dos povos”.

A publicação deste novo texto, apresentado hoje em conferência de imprensa, acompanhou a divulgação da Fundação Pontifícia ‘Gravissimum educationis’, constituída pelo Papa Francisco para promover o compromisso da Igreja no campo da educação.

As escolas e universidades católicas são chamadas a contrariar “uma globalização sem visão, sem esperança”, a qual “está destinada a produzir conflitos e a gerar sofrimentos e misérias”.

A Congregação para a Educação Católica evoca os ensinamentos dos últimos pontificados para realçar que é necessário “colocar a pessoa no centro da educação, num quadro de relações que compõem uma comunidade viva, interdependente, vinculada a um destino comum”.

O documento ‘Educar para o humanismo solidário’ alude a um cenário de “crises”, desde a economiza às migrações, passando pela política e o meio ambiente, que retratam um “humanismo decadente” fundado nos paradigmas da “indiferença” e “tecnocrático”.

A Santa Sé convida a uma educação mais atenta às relações entre gerações, que respeite a família e promova a “cultura do diálogo”.

A proposta feita às instituições católicas é que estas ajudem os alunos a “associar os princípios éticos” com as suas “escolhas sociais e civis”, promovendo também “redes de cooperação” entre as instituições.

O texto realça o papel das religiões, com a sua proposta de “valores éticos positivos”, e defende uma globalização da “esperança”, com olhar para o futuro.

“Mediante a educação para o humanismo solidário cuida-se da humanidade do futuro, a posteridade, para a qual é preciso ser solidário fazendo hoje escolhas responsáveis”, pode ler-se.

O novo documento da Santa Sé sobre a educação conclui-se com um apelo a todos os que estão envolvidos nesta área, pedindo-se que vivam “com dedicação e sabedoria essa sua experiência, em nome dos princípios e valores abordados”.

OC

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