12 de dezembro de 2021 – 3º Domingo do Advento – Ano C

Alegrai-vos, sempre, no Senhor! Repito: alegrai-vos; o Senhor está a chegar”. Com estas palavras, tiradas da Carta de S. Paulo aos Filipenses, a Santa Igreja, no cântico de entrada deste terceiro Domingo do Advento, faz-nos um veemente apelo à alegria, virtude unida intimamente à Esperança. O Senhor está a chegar e, com Ele, nos vêm todos os bens. Por isso se chama este Domingo, na tradição litúrgica, o Domingo da Alegria.

 

  1. Exultemos de alegria!

“Exultai de alegria, porque é grande no meio de vós, o Santo de Israel”. Foi o refrão, que há momentos rezámos (cantámos).

Exultai de alegria é o convite que hoje, de uma maneira especial nos é dirigido. Por isso, este terceiro Domingo do Advento é chamado o Domingo da alegria. A própria cor dos paramentos litúrgicos procuram despertar em nós essa mesma alegria.

Para o Povo de Israel, a quem estas palavras primeiramente foram dirigidas, é apresentado também o motivo dessa tão desejada alegria: o Senhor está no meio de vós, Ele revogou a sentença que vos condenava.

 

  1. Importância da pregação de S. João Batista.

Deve ser motivo de alegria saber que o Senhor está próximo! Para tal nos chama particularmente a atenção, S. Paulo na segunda Leitura da Missa de hoje. Ele é que é a causa e fonte da verdadeira alegria. Não são as riquezas, o poder, a fama que poderão dar-nos a alegria que o nosso coração aspira e deseja. É sim a presença do Senhor, que é sempre amorosa e por sua vez Senhor de tudo quanto existe.

Para sentirmos esta tão necessária aproximação do Senhor e consequentemente vivermos alegres, o que é próprio de um cristão, é necessário retirar de nós mesmos tudo aquilo que d’Ele nos afasta. Eis a grande tarefa deste tempo litúrgico. Para que tal aconteça, temos que escutar, mais uma vez, o grande pregador do Advento, que é S. João Batista. Ele nos apresenta os meios concretos de aproximação ao Senhor: “o que tem duas túnicas, dê uma a quem não tem …”, partilhe com os mais pobres o que se possui de supérfluo. Sobretudo nesta quadra natalícia, em que somos brindados com a melhor prenda que Deus Pai tinha para nos dar, na Pessoa de Seu divino Filho, procuremos socorrer também os nossos irmãos mais necessitados com tudo aquilo a que possamos recorrer para o fazer. Estes gestos de doação, são geradores de verdadeiras alegrias interiores.

 

  1. O berço desejado por Jesus.

Não cometamos injustiças, nos continua a recomendar João Batista. E o certo é que cometemos injustiças, quando não vivemos totalmente para Deus, nosso único e verdadeiro Senhor, dono de tudo quanto somos ou temos em nossa posse. João Batista a todos aponta caminhos de conversão: os soldados que não abusem do poder, todos sigam os verdadeiros caminhos do amor. Só estes caminhos nos levarão a sentir os verdadeiros sentimentos do Natal: Deus, feito Menino por nosso Amor está no nosso meio, está connosco! O berço que mais Lhe agrada e que está ao alcance de todos, é um berço de um coração cheio de AMOR. Que Ele se sinta bem quentinho no amor do nosso coração, sobretudo no dia de Natal que se aproxima. Vamos recebê-LO com um amor semelhante, já que não pode ser igual, ao que LHE ofereceu Sua Mãe, Maria Santíssima. Com Ele, e só com Ele poderemos experimentar a alegria de viver e assegurar a nossa felicidade eterna do Céu.

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